Início » MENSAGEM DO DIA > “VÓS ME CONHECEIS E SABEIS DE ONDE SOU…”

MENSAGEM DO DIA > “VÓS ME CONHECEIS E SABEIS DE ONDE SOU…”

por Ornan Serapião
3 minutos para ler

Por Olívia Coutinho
Ao contrário de nós, Jesus não pulava etapas, ou seja, Ele não atropelava os planos de Deus, seguia tudo conforme a vontade do Pai. Sendo o próprio Deus, Jesus poderia agir sem precauções, mas, assumir a condição humana, Ele precisou se precaver, não, por medo, mas para evitar um confronto direto com os seus adversários, morrendo antes da hora, o que comprometeria o desenvolvimento do projeto de Deus.
Deus quis salvar a humanidade contando com o próprio ser humano. Isso fica evidente desde o início da história da salvação, quando Ele quis precisar de um útero materno para se fazer um de nós. Ou seja, o plano de Deus começou a se concretizar a partir de um “sim” humano: o “sim” de Maria!
As autoridades tramaram um jeito de tirar Jesus do caminho deles, mas Ele não morreria antes de transmitir aos discípulos, por meio de seus ensinamentos, a missão de manter viva e atuante a sua presença aqui na terra.
Ao tomar para si, a bandeira da justiça, Jesus contrariou muitos interesses atraindo para si, a ira dos poderosos. No entanto, Ele permaneceu obediente ao Pai, enfrentando com coragem todos os desafios do seu ministério, sem se deixar abalar pela hostilidade daqueles que tentavam eliminá-lo.
O evangelho que nos é apresentado nesta Sexta-Feira da 4º Semana da Quaresma, vem, dentro de um contexto tenso, confirmar, que nada acontece sem o consentimento de Deus.
O texto narra um dos muitos desafios que Jesus, na sua condição humana, teve que enfrentar para levar em frente a sua missão, o que aconteceu na ocasião de uma festa judaica, quando Ele é desafiado pelos os próprios irmãos que ainda não acreditavam Nele. (Jo7,3-5) (É bom lembrarmos: quando um texto bíblico diz: “irmãos de Jesus” ele está se referindo aos seus parentes. Na cultura judaica, os parentes, eram chamados de irmãos.) À princípio, Jesus disse que não iria à aquela festa judaica para não se expor, já que Ele sabia que os judeus queriam matá-lo, mas depois, Ele decidiu ir, como que às escondidas. (Jo,7,8-10)
Jesus depositava a sua segurança no Pai, apesar da perseguição, Ele continuava pregando livremente sem medo de anunciar a verdade em alta voz. O determinante para Jesus, não era agradar este ou aquele, e sim, agradar ao Pai, mantendo-se fiel à sua vontade. Sua palavra tinha autoridade porque brotava da experiência direta com o Pai, diferente dos mestres da Lei, que apenas repetiam o que ouviam dos outros.
É bom conscientizarmos: Jesus era humano e, como qualquer um de nós, Ele não queria morrer. Sua morte não foi um desejo de Deus, mas sim, uma consequência da maldade humana. Ele não protagonizou uma história previamente roteirizada; Jesus foi assassinado por aqueles que não suportavam a verdade que Ele anunciava.
Jesus, o maior dos profetas, enfrentou a injustiça sem jamais se calar. Ele não provocou perseguições, mas não se curvou diante as provocações. Seu testemunho nos ensina a encarar os desafios da fé com coragem e perseverança.
Na cruz, o Filho pede ao Pai: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice…” (Lc22,42). O Pai, não atende o único pedido do Filho, ou seja, por nossa causa, Deus não retirou Jesus da cruz, Ele transformou a cruz em vida para nós!
Deus investiu alto no humano ao permitir que o seu Filho pagasse com o seu sangue, o preço da nossa liberdade.
Que resposta temos dado a este amor sem limites?
QUE DEUS O ABENÇOE!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Reflexão de Olivia Coutinho.

Postagens Relacionadas

Deixe um comentário